Elisabelferriche's Blog

abril 1, 2015

Babilônia é aqui

Filed under: Opinião — elisabelferriche @ 2:11 pm
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Babilônia

Adoro novela. Assisto, de todas elas, o primeiro e o último capítulo. Só! Gosto de ver as locações do primeiro capítulo, sempre em algum lugar do mundo, como a que ocorreu com Babilônia que começou em Paris e depois foi para Dubai. Lugares lindos! E no último, há sempre um casamento com roupas glamorosas, maquiagem e cabelo de primeira e muitos beijos no estilo “happy end”.

Mas contrariando o meu hábito, vi mais de um capítulo da novela de Gilberto Braga. Fiquei animada com o time de atores convocados e as belas imagens das praias cariocas. Ao mesmo tempo em matava a saudade do Rio, foi ficando chocada com o desenrolar dos primeiros capítulos da novela

É o político corrupto que engana a família inteira, o empresário que passa o tempo todo planejando com a mulher como ficar ainda mais rico de maneira ilícita, a mulher traindo o marido com todos os homens que encontra pela frente, depois de maratr o amante a sangue frio, a mãe tentando cafetinar a filha, o filho que faz de conta para a mãe que é bem sucedido honestamente, quando, na verdade, é traficante e cafetão, o filho do milionário fazendo tudo errado e passando por tudo ileso porque tem dinheiro e por aí afora.

O que é isso? Não quero ser pudica, nem moralista, mas convenhamos. É dose demais para um fim de noite, após um intenso dia de trabalho em que esses assuntos são parte do cotidiano. Não dava amenizar Gilberto Braga?

Não sei como está a audiência de Babilônia, mas garanto que a dose de realidade da nova novela das 9 pulou o “Corguinho”. O que o povo quer é quer é mais sonho, quer dar risada, quer se emocionar, quer ser feliz. Quer viver por meio da trama, aquilo que não tem a capacidade de viver na vida real. Então, tá na hora de mudar… Ou a trama ou o canal.

março 4, 2015

Seja responsável pela sua vida

Filed under: Sem categoria — elisabelferriche @ 7:04 pm
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Felicidade

“Qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?”. A frase é atribuída a Freud e li hoje no Facebook. Tudo a ver com a minha vida, com a sua vida. Quando nos imbuímos da responsabilidade de nossas vidas, sem atribuir a terceiros tudo que acontece conosco, seja bom ou ruim, ela começa um novo ciclo. Saber que minha felicidade ou infelicidade dependem de mim, faz toda a diferença.

Ser feliz não é apenas satisfazer desejos, envolve a percepção que sua vida está ligada à vida de todos os seres. A partir dessa percepção, você age de maneira a conquistar a sua felicidade e possibilitar que o outro conquista a dele também!

O presidente da Soka Gakkai Internacional (SGI), organização não governamental de valores humanos, Daisaku Ikeda explica: “A alegria não é somente a sua felicidade pessoal e egoísta. E não é fazer os outros felizes enquanto sacrifica a si ou a própria felicidade. Você e os outros devem se alegrar juntos e se tornarem felizes juntos”.

Ser felizes juntos ou espalhar felicidade é a forma de transformar a si mesmo e a sociedade para melhor!

março 2, 2015

Parabéns Rio

Filed under: Opinião — elisabelferriche @ 9:35 pm
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Rio

No domingo foi aniversário do Rio de Janeiro, minha cidade natal. Nasci lá, mas foi em Brasília que cresci, estudei, casei, tive filhos e onde mais me identifico. Mas não posso deixar de falar da minha cidade, a mais bonita do Brasil e talvez a mais bela do mundo, “talvez”, porque não conheço todas as cidades do mundo. Mas o Rio é o Rio. Onde havaianas é chique em qualquer lugar e short jeans é roupa para qualquer ocasião.

Ainda tem o carioca que, apesar de desinteressado pelo que acontece a seu redor, seja na política, na economia, está sempre ligado na cidade, principalmente se a informação contém samba, mulher bonita e cerveja.

Amo o Rio, mas sou apaixonada por Brasília, porque a cidade que gostamos é àquela onde a gente está!

fevereiro 10, 2015

Fim das fraudes ou dos direitos trabalhistas?

Carteira de trabalho

Os sindicalistas vão se reunir, nesta terça-feira, com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado para tentar sensibilizar os parlamentares a votarem pela rejeição de duas medidas provisórias (MP 664 e MP 665) que alteram regras trabalhistas. Publicadas em dezembro do ano passado, as MPs mexem com as regras como as do seguro-desemprego. Antes, o trabalhador tinha direito ao benefício após seis meses de trabalho. Com as novas regras, a primeira solicitação só pode ser feita após 18 meses, a segunda após 12 meses trabalhados e o prazo cai para seis meses somente a partir da terceira solicitação. A medida, em bom tamanho, quer acabar com a farra do empregado que trabalha seis meses, força uma demissão (com muitas faltas) e vive depois do seguro desemprego.

Também houve alteração na concessão do abono salarial. Antes, quem trabalhava um mês durante o ano e recebia até dois salários mínimos tinha direito a um salário mínimo como abono. Agora, são exigidos seis meses de trabalho ininterruptos e o pagamento passa a ser proporcional ao tempo trabalhado.

Outra mudança é com relação ao auxílio doença, que era de 91% do salário do segurado, limitado ao teto do INSS. Além disso, as empresas arcavam com o custo de 15 dias de salário antes do INSS. As novas regras fixam o teto do benefício pela média das últimas 12 contribuições e as empresas passam a arcar com o custo de 30 dias de salário antes do INSS. Essa medida, da qual sou contra porque vai recair sobre o bolso do empregador, o que pode gerar demissões. Ficar doente vai ser mais difícil.

Para João Carlos Gonçalves, secretário-geral da Força Sindical, a discussão deve começar pelo Congresso Nacional, onde as medidas provisórias serão analisadas e podem ser revogadas ou sofrer alterações.

Pode ser impopular, mas são medidas que buscam uma solução para os problemas de caixado governo, no sentido de diminuir as fraudes. O Congresso Nacional tem até o dia 2 de abril para votar as medidas provisórias. Se não forem votadas até lá, perdem a validade.

janeiro 20, 2015

Enquanto brincava no celular, menina de 11 anos leva choque e morre no DF

Filed under: Sem categoria — elisabelferriche @ 10:07 pm
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CELULAR

Uma menina de 11 anos morreu na noite desta segunda-feira (19) depois de levar um choque enquanto jogava no celular em Ceilândia, no Distrito Federal. Segundo familiares da vítima, o celular estava ligado na tomada para carregar. 

Segundo a Polícia Civil, a mãe da menina registrou ocorrência nesta terça e afirmou que a filha foi socorrida pelo tio. De acordo com a mulher, a criança estava deitada no chão brincando com o celular no momento do choque.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a menina sofreu uma parada cardiorrespiratória quando estava a caminho do Hospital Regional de Ceilândia.

Durante uma hora e dez minutos, ela foi submetida a reanimação no hospital, mas não sobreviveu, segundo a pasta. A secretaria informou que três pediatras, um clínico cirúrgico e uma clínica médica atenderam a garota. A 15ª DP investiga o caso. (G1)

outubro 20, 2014

Que país você quer?

Filed under: Opinião,Política — elisabelferriche @ 12:46 pm
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EixoA cinco dias das eleições presidenciais ainda ouço pessoas que não sabem em quem vão votar para governar o país nos próximos quatro anos. Uma demonstração de que não estão percebendo a importância de uma escolha séria e pensada. Não quero aqui defender nenhum candidato (embora já tenha feito a minha escolha) e ela foi pautada no meu desejo do país que quero para os próximos anos.  Quero um governo que construa uma política e produza resultados não para 2019, mas para 2030.

Não podemos nos conformar com um PIB percapita de apenas 11 mil dólares, patamar de renda que nos permite uma qualidade de vida entre a África do Sul e o Gabão, se temos condições de dobrar essa renda e atingir a qualidade de vida que hoje desfrutam países como Portugal, por exemplo. Precisamos crescer em um ritmo superior aos atuais 2% dos últimos quatro anos.

Quero um país com inflação baixa e previsível, além de contas públicas equilibradas e transparentes. Quero um país que tenha uma qualidade de rodovias e escolas iguais em qualidade de ensino e infra estrutura de Brasília a Caicó, no Ceará.  Não basta construir escolas e ampliar vagas se o nível de ensino continua baixo. De que adianta ensino técnico e diploma superior só pra inglês.

Quero um país que não reduza apenas a mortalidade infantil, mas combata as doenças evitáveis e garanta com eficiência uma saúde de qualidade.

Quero um país onde os jovens tenham a vida preservada, seja evitando a violência ou as mortes no trânsito.  Quero um país igual pra todos, com um governo enxuto, com menos gastos e mais trabalho, mais respeito ao cidadão e mais qualidade de vida!

setembro 15, 2014

Eleitor de Brasília seja responsável

Filed under: Opinião,Política — elisabelferriche @ 1:14 pm
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Urna

A renúncia do candidato José Roberto Arruda já era esperada, como também já era esperada que ele fizesse isso no último prazo dado pela Justiça Eleitoral. Também não é surpresa, a mulher dele ser a vice. Só não foi cabeça de chapa porque naturalmente os partidos coligados não deixaram. Mas que diferença faz?. Quem vai governar Brasília caso Jofran Frejat seja eleito? Alguma dúvida?

A politica brasileira tem dessas coisas. Quem não se lembra das últimas eleições quando Joaquim Roriz foi obrigado a renunciar (barrado pela Lei da ficha limpa) e precisou desistir da campanha a nove dias da eleição. Com a desistência indicou a mulher Weslian para assumir o lugar dele na disputa. O eleitor entendeu a jogada e Roriz foi derrotado.

O que esperamos para essas eleições é que o eleitor tenha o mesmo entendimento. Por enquanto os 37% das intenções de voto de Arruda estão sem dono, mas que sejam dados a candidatos de verdade. Ao eleitor brasiliense só resta pedir responsabilidade. É o que desejamos.

setembro 10, 2014

Suicídio mata 30 pessoas por dia no Brasil

Falta de sono

Depressão mata

A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo deverá reduzir em ao menos 50% os seus gastos até a próxima semana. Entre as atividades que deverão ser desativadas, segundo a Instituição, estão a Unidade de Dor Torácica, o Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental e a ala infantil. A informação foi obtida pelo iG por uma médica que trabalha há anos na instituição. A menos de dois meses, a Santa Casa de São Paulo foi obrigada a fechar as portas da emergência devido à falta de recursos, repassados pelo SUS e pelo Governo de São Paulo.

A notícia muito me entristece em momento que a saúde do Brasil piora a cada dia e em pelo fato da Santa Casa de São Paulo ser um dos poucos locais do Brasil em que os doentes mentais ainda têm garantido o seu atendimento. Com a Lei Antimanicomial, implantada pelo atual Governo, os leitos psiquiátricos foram desativados, impossibilitando a internação dos que necessitam de tratamento.

Lembrando que nesta quarta-feira (10), começa em Brasília, o IV Simpósio Internacional de Prevenção ao Suicídio, que mata diariamente 30 brasileiros no Brasil. Segundo Carlos Correia, voluntário do CVV, Centro de Valorização da Vida, que entrevistei hoje no “Programa Com a Palavra”, da Rádio Câmara (96,9 FM), pelo menos 90% dos casos poderiam ser prevenidos com tratamento adequado.

Dados da Associação Brasileira de Psiquiatria (APB), a principal causa dos suicídios são as doenças mentais e entre elas, a depressão é a que mais causa óbitos no país. Mas como prevenir se não há tratamento adequado? Por enquanto, podemos contar com a doação do calor humano oferecido pelos voluntários do CVV, mas o doente mental necessita também   hospitais específicos que garantam o tratamento especializado que todos merecem ter.

setembro 8, 2014

Cadê o bom senso em Brasília?

Filed under: Opinião — elisabelferriche @ 2:14 pm
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S1 N1

Reza a cartilha que o bom senso é um conceito usado na argumentação ligado às noções de sabedoria e de razoabilidade, que define a capacidade média que uma pessoa tem de se adequar a regras e costumes em determinados momentos, para poder fazer boas escolhas. Infelizmente não é isso o que ocorre entre as instituições e pessoas que têm algum poder de comando. Exemplo da falta de bom senso ocorreu neste fim de semana, durante as comemorações de 7 de setembro. As pessoas que se dirigiram à Esplanada dos Ministérios para ver e prestigiar o desfile de escolas e militares não conseguiram estacionar ao longo das vias S2 E N2, que ficam atrás dos Ministérios, cones impediram que os motoristas parassem seus carros.

Faltou bom senso. Num momento de festa, feriado nacional, quando os ministérios, órgãos públicos e o Congresso Nacional estão fechados e, portanto, sem movimento de trânsito, as autoridades de trânsito impedem que as pessoas fiquem mais próximas do local do desfile, quando o próprio governo federal estimula a aparição do público.

Também foram fechados os estacionamento públicos do Congresso Nacional. De quem foi a ordem. E porque? Qual a necessidade de fechar esses estacionamentos, uma vez que a Esplanada dos Ministérios estava interditada. Que a falta de bom senso não seja uma regra e sim uma exceção.

setembro 2, 2014

Para onde vão nossos doentes mentais?

 

Cadu

A história de Cadu, ou Carlos Eduardo Sundsfeld Nunes, reflete o descaso do governo com a saúde mental no Brasil. Em 2001, quando foi promulgada a lei que implantou a reforma psiquiátrica, que pretendia construir um novo modelo de política de saúde mental, possibilitando um tratamento mais humanizado aos doentes, os leitos psiquiátricos foram gradativamente desativados. Os doentes passaram a ser tratados em casa ou nos Centros de Atendimento Psicossocial (Caps), que não possuem internação, nem são suficientes para a quantidade de doentes.

Só quem convive com um esquizofrênico, um bipolar ou um depressivo sabe o que é dormir com medo de não acordar por temer que seu parente em crise mate um dos familiares enquanto dorme. Doenças mentais não tem cura, ficam sob controle quando os medicamentos ministrados são tomados regularmente.

Cadu tem família, mas quem garante que os pais controlam os medicamentos que ele deveria tomar diariamente?

Quando matou o cartunista Glauco Vilas Boas e do filho dele, Raoni Vilas Boas, Cadu estava em crise. Não foi condenado exatamente porque foi diagnosticado com esquizofrenia. Livre do tratamento matou de novo. Duas outras pessoas foram vítimas dele. Cadu sabe o que fez? Provavelmente não!

A juíza que concedeu liberdade, no ano passado, a Cadu, hoje com 29 anos, diz que não se arrepende da decisão. “Tomei todas as precauções que estavam ao meu alcance, os relatórios, os laudos médicos. Não acho que foi erro”, disse Telma Aparecida Alves, da 4ª Vara de Execuções de Goiânia, em entrevista coletiva nesta terça-feira (2).

Os médicos garantiram que a doença estava “controlada”. Mas Cadu fazia uso de drogas. Não é preciso ser médico para conhecer os efeitos da droga no organismo de uma pessoa sã. Imagina em um doente mental?

O caso de Cadu é só um alerta. Existem muitos Cadus pelo Brasil. No último dia 13 de maio, José Maria Alves Batista, chacareiro de 53 anos, foi morto a golpes de enxada pelo próprio filho de 23 anos. A mãe do rapaz informou à polícia que o filho era doente mental. O crime aconteceu na comunidade de Baixada Quente, em Teófilo Otoni (MG).

Outro caso ocorreu em Limoeiro, no dia 15 de fevereiro último. Paulo Sergio da Silva de 44 Anos, que é doente mental, matou a mãe em casa a pauladas. Maria da Paz Araújo Silva tinha 72 anos e foi morta na cozinha.

Todos os casos são de doentes mentais que estavam sendo tratados em casa, junto a seus familiares. Essa é a ideia da reforma psiquiátrica do Brasil. Tratar os doentes em casa e não em hospitais psiquiátricos com pessoal capacitado, experiente que acompanhe o tratamento, fiscalize a medicação e evite que eles se aproximem das drogas, como o caso do Cadu.

Ninguém é a favor de manicômios (que no Brasil se transformaram em depósitos de doentes mentais). Mas ao invés de melhorar o que era ruim, o governo optou por exterminar os hospitais, leitos acabar com a internação. O resultado dessa medida são assassinatos dentro de casa e presídios cheios de doentes mentais que não tem pra onde ir.

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