Elisabelferriche's Blog

julho 11, 2011

Você tem medo de quê?

Filed under: Medicina — elisabelferriche @ 6:49 pm
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Medo em excesso é doença

Você saltaria de pára-quedas? Entraria sem lanterna em uma caverna escura? Aguentaria ficar algumas horas preso no elevador? Sentir medo de determinadas situações é justificado por um instinto de sobrevivência. Mas o pânico excessivo, despropositado, diante de determinada situação que não gera medo em outras pessoas pode ser um distúrbio de ansiedade, conhecido como fobia e que, em alguns casos, pode alterar significativamente a rotina da pessoa. E você, tem medo de quê?

 

Se você prefere subir de escada até o topo do maior edifício do mundo, o Burj Dubai, com 160 andares, do que entrar em um elevador, seu medo pode ter raízes mais profundas. De acordo com a psicóloga Ana Isabel Milhano, “as fobias são distúrbios de ansiedade que se revelam por medos irracionais ou desproporcionados perante objetos (coisas, seres vivos, etc…), pessoas ou em relação a certas situações ou atividades, as quais, em circunstâncias normais ou noutros indivíduos, não provocam qualquer medo em especial ou excessivo. A pessoa com fobia, apesar de poder ter consciência de que o seu medo é irracional, não consegue evitá-lo e sente medo sempre que se encontra perante a situação fóbica. Muitas vezes, tende a evitá-la, sendo, por isso, um medo patológico”.

O medo que uma pessoa com alguma fobia sente diante de determinada situação pode ser irracional, mas não é inteiramente injustificável. Para a psicóloga, “numa primeira apreciação, as fobias não são justificáveis, se considerarmos a grande quantidade de indivíduos que não sentem medo. As fobias representam medos irracionais, ou seja, sem razão de acontecerem. No entanto, geralmente, podem explicar-se no contexto real da pessoa, em particular na sua história de vida, que pode ser investigada para se perceber a razão dessa fobia. Pode ser causada por experiências traumáticas ou, frequentemente, surge como um medo deslocado em relação a um medo maior do passado. Por exemplo, o medo das alturas pode ser desencadeado por sentimentos de desamparo ou de abandono vivenciados anteriormente”.

Existem medos mais comuns do que outros, como de lugares fechados e de altura, mas, segundo Ana Isabel, eles não têm idade para começar a se manifestar. “É variável a idade em que surgem as fobias – podem existir fobias de infância que, em geral, são de curto prazo, mas a maioria ocorre no início da idade adulta ou ainda na adolescência e o indivíduo pode ir desencadeando ou intensificando uma ou mais fobias ao longo da sua vida. Tudo depende do desenvolvimento. Pelo percurso natural de vida, o medo de envelhecer poderá ser desencadeado a partir de certa idade da pessoa, particularmente quando constata uma maior proximidade temporal com a sua finitude, por exemplo. Mas atenção, só é considerada fobia se o medo for exagerado e fizer desencadear reações fora do comum” explica.

Uma fobia não tratada corretamente pode afetar bastante a rotina de uma pessoa, a ponto de ela evitar até sair de casa. Por isso, dependendo do caso, o tratamento é fundamental. “Algumas fobias são mais complexas e podem ser realmente limitativas e, se não tratadas, têm tendência a serem crônicas e a agravarem-se. Um dos tratamentos psicológicos mais utilizados, na linha cognitivo-comportamental, consiste na progressiva dessensibilização em relação ao objeto de medo, de modo a enfraquecê-lo e superá-lo. Depois, a pessoa é progressivamente colocada perante a situação que lhe desencadeia o medo, mas de forma controlada, numa ótica de que deve enfrentar o medo passo a passo, até ser capaz de não ter reação fóbica perante a situação. O uso de medicamentos, em alguns casos, é necessário”, diz Ana.

Fonte: Site Maisde50

 

 

 

 

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