Elisabelferriche's Blog

agosto 25, 2011

O enfrentamento às drogas exige atuação firme do Estado

 Os deputados participantes da audiência pública que discutiu o combate ao crack na Subcomissão Temporária de Políticas Sociais sobre Dependentes Químicos de Álcool, Crack e outras Drogas (Cadesp), acham que o Estado não tem condições de resolver sozinho o problema do crack no país. Quem a participação da família e de comunidades terapêuticas para a prevenção, tratamento e reinserção social dos dependentes. Ora, se o Estado não pode ajudar seus dependentes, quem pode? É difícil acreditar que os parlamentares mas um vez, jogam no colo dos familiares a responsabilidade que é do Estado. O Governo tem que assumir que o problema das drogas é do estado.
Luiz Vicente da Cunha Pires, prefeito de Cachoeirinha (RS), primeira cidade a instituir uma comunidade terapêutica pública, informou que são gastos cerca de mil reais por mês para manter cada pessoa, um terço do valor para manter um presidiário, que, em sua opinião, dificilmente será recuperado e pode até se aprimorar no crime. O prefeito explicou que o programa de recuperação de dependentes de drogas de Cachoeirinha envolve medidas de repressão, recuperação, prevenção e socialização. Em sua avaliação, a prevenção é o aspecto mais importante no enfrentamento ao crack. Luiz Pires disse ser necessário detectar os fatores que levam os jovens a experimentar drogas e, a partir das informações, estabelecer políticas públicas de combate.
Entre as ações preventivas, ele sugeriu a proibição de propaganda de bebidas alcoólicas, que, em sua opinião, inicia os jovens no consumo de drogas. Investimento em esporte, escola em tempo integral, garantia de comunidades terapêuticas e aplicação de penas alternativas para os crimes decorrentes do uso de drogas também estão entre as ações adotadas pela prefeitura.
Também o secretário de Defesa Social do Município de Vila Velha (ES), Ledir da Silva Porto, ressaltou que o Estado deve oferecer a estrutura, porém, é necessária a atuação de pessoas solidárias e “com coração” para enfrentar o problema das drogas.
As ações adotadas em Vila Velha, informou o secretário, incluem o combate ao tráfico de drogas pelo Ministério Público, Justiça e Polícia Federal; eliminação de espaços usados para consumo de crack – as chamadas “cracolândias” – e acolhimento em instituição para tratamento do dependente. Ele disse que a prefeitura instalou câmeras para monitorar as ruas e flagrar os usuários e traficantes.

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