Elisabelferriche's Blog

novembro 7, 2012

O amado que vira assassino. Como identificar?

 

 

Tenho comentado aqui casos de mulheres agredidas ou assassinadas pelos seus companheiros. Fatos que considero inadmissível. Mas existe também o contrário e a violência do ato de tirar a vida de um ser humano é de novo uma covardia, uma brutalidade que merece ser punida com rigor. A mídia vem acompanhando com interesse o julgamento da advogada Carla Cepollina, de 47 anos, acusada pela morte do coronel Ubiratan Guimarães, em setembro de 2006. No primeiro dia de julgamento ela criticou o trabalho da polícia na fase das investigações, na qual, segundo ela, foi feito de tudo para incriminá-la.

O julgamento está sendo realizado no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, e o juiz do caso é Bruno Rocnhetti de Castro, que dará a sentença após o júri decidir se a ré é culpada ou inocente.

No julgamento, Carla Cepollina, destacou a falha da polícia em obter provas contra ela. “Eles não têm nada, além destes laudos adulterados. Eu não tive direito a uma luta justa. Todo crime deixa um rastro, e a acusação não tem nenhuma prova científica. Tudo o que eles têm é uma história de quinta categoria”, declarou, ao término de seu interrogatório.

Para o advogado, o depoimento prestado pela acusada nesta terça-feira deixou uma impressão negativa nos jurados. “Foi um ato de prepotência, de arrogância, visível para quem assistiu, característico da ré. É sinal de uma pessoa que não aceita contrariedades. Ela se sentiu traída e não aceitou. A reação de quem não aceita a contrariedade é imprevisível. Isso impressionou muito mal a todos, inclusive os jurados”, disse. Ela criticou o Ministério Público, afirmou que precisavam encontrar um bode expiatório e disse também que foi “torturada na polícia”, “perseguida pela mídia” e que teve de ficar trancada em casa.

Mais um caso triste de assassinato. Se feito ou não pela pessoa próxima que vivia na mesma casa que a vítima, só o júri dirá. Fica a pergunta: é possível identificar naquele que amamos ou convivemos um assassino?

 

 

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