Elisabelferriche's Blog

janeiro 8, 2014

O serviço público precisa dos comissionados

Filed under: Sem categoria — elisabelferriche @ 6:05 pm
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A capa do jornal Correio Braziliense desta quarta-feira (dia 8/01), em matéria de Helena Mader, traz a informação de que 84% dos cargos de confiança nas 31 regiões administrativas são ocupados por funcionários que não prestaram concurso e foram indicados, principalmente, por deputados distritais. Porque ainda é alto o número de comissionados e terceirizados no serviço público? Porque eles são necessários. É certo que muitos têm afinidade política com o novo ocupante da pasta, mas a maioria é de pessoas que querem trabalhar.

São os comissionados que trabalham nos fins de semana, quando o administrador vai visitar obras ou comunidades que pleiteiam reivindicações em reuniões semanais. No Legislativo, são eles que ficam à disposição do parlamentar nos fins de semana monitorando os acontecimentos para informa-los quando necessária uma ação imediata. No Executivo, são os comissionados ou terceirizados que se propõe a percorrer as cidades em busca de atender à população nos itinerantes que todo governo faz para mostrar seu trabalho e ouvir “o povo”, porque o concursado, que entrou no serviço público “por mérito e competência” está em casa fazendo churrasco com a família ou se deliciando em uma partida de futebol com amigos.

É não é pelo fato de ser comissionado que o servidor recebe propina ou participa de esquemas de falcatruas. A desonestidade depende de índole e caráter e não de cargos.  

Em algumas coberturas que fiz no parlamento (Câmara Legislativa e Congresso Nacional) tive oportunidade de presenciar nas sessões que avançavam noite adentro, apenas o trabalho dos jornalistas comissionados, pois os concursados batiam o ponto, no horário previsto de saída e deixavam a sessão acontecer.

Além das horas extras, do trabalho nos fins de semana e da disponibilidade quase 24 horas, os comissionados e os terceirizados ganham menos, não são valorizados nem pelos próprios assessorados (que se consideram donos dos mesmos porque lhe deram o emprego) e precisam conviver com a discriminação e o bullyng sofrido pelos concursados que se consideram uma raça superior. Servidores

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